Novos olhares

Por Luiz Fernando Garcia

Reinventar-se. É isso que o homem tem feito ao longo de toda sua existência, mesmo que inconscientemente. A busca pelo aprimoramento encontra subsídios na teoria evolutiva de Charles Darwin, pois assim tem sido demonstrado ao longo de toda nossa história. Mesmo que, para isso, precise haver quebra de paradigmas.

Um exemplo disso está na cuidadosa percepção dos experientes profissionais com idade acima dos 50 anos. Até pouco tempo atrás, estar nesta faixa etária significava, obrigatoriamente, aderir à aposentadoria. Porém, nossa população está envelhecendo e, por isso mesmo, num mercado cada dia mais dinâmico – em que novas carreiras surgem –, a longevidade deve ser olhada pelos profissionais e pelas empresas como forma de oportunidade.

Para você ter uma ideia, em 2012, uma pesquisa apontou que mais de 70% das pessoas acima de 60 anos atuava no mercado de trabalho informal, mesmo recebendo aposentadoria. E, conforme os anos passam, a expectativa de vida aumenta. Em 2050, o brasileiro deve viver, em média, 81 anos. As pessoas estão vivendo mais e melhor, aumentando, também, as demandas deste “novo” país.

E estas novas demandas provavelmente serão atendidas por um emergente mercado de pessoas acima dos 50+. Daí também a necessidade de uma continuidade do processo educativo. Neste aspecto, algumas universidades voltadas para esta faixa etária já despontam como centros de educação continuada.

Os 50+ mostram-se mais importantes, principalmente por causa do comportamento da geração smartphone – aqueles que nasceram pós-1995. Estes jovens estão amadurecendo tardiamente e posicionam-se menos preparados para a realidade do segmento corporativo, segundo uma recente pesquisa norte-americana.

Mas estes mesmos jovens podem aprender muito com os 50+. Basta que a população e o mercado estejam abertos para enxergar o valor da experiência dessa geração com mais idade e que todos reinventem-se, sempre.